Os Porcos afinal sempre Voam



Chapéus Vermelhos

O Red Hat 8.0 está de facto muito razoável, quer em termos de funcionalidade out-of-the-box (traz OpenOffice, Evolution e Mozilla), mas tem umas coisas estupidamente irritantes, como as milhentas formas ligeiramente diferentes de instalar tipos de letra que depois são detectados por aplicações diferentes.

Ou seja, bardabosta. De qualquer forma, já comprovei em meia hora que o Gnome é mais simples e "limpo" do que o KDE e que o apt continua a funcionar perfeitamente em Red Hat.


Chapéus Há Muitos!

(um número aleatório de horas de sono depois disto e dos comentários do BrunoRodrigues)

Já martelei uma ou duas coisas (instalei o meu pack ambulante de fonts TrueType e outras quinquilharias), fiz apt-get de uma ou duas tretas essenciais e comecei a irritar-me com o facto de o Mozilla e o Evolution não terem anti-aliasing (completo, porque basta instalar o Mozilla 1.1 original para ter anti-aliasing nas páginas) nem à lei da bala e continuarem a ter um look and feel diferente.

É isso e a profusão de variantes mais ou menos idiotas de cut and paste consoante o widget set em que estamos, etc. e tal. Viva o Mac. Mas isso nunca vai mudar no Unix.

Sim, sim, eu podia usar as versões Bleeding Edge. Podia usar Debian e passar o fim-de-semana todo numa orgia de CAM. Mas com Red Hat e os heróis que puseram o apt a funcionar com RPMs, tenho uma máquina usável e ao meu gosto em minutos.

E, pasme-se, com um ambiente gráfico que já passou do "Suficiente Mais" para o "Bom" em termos de consistência. O BlueCurve está, de facto, muito bem conseguido.


Some Guys Have Steel Balls

http://t.deviantart.com/thumb?type=300W&file=large/photography/photomisc/Balls_of_reflection.jpg&radius=5.1&opacity=0.6&xoff=2&yoff=3&color=ffffff&foobar=jpg
Balls of reflection by igal-alexander


Scores so far: Mac OS X 9/10, Windows XP 8/10, Red Hat 7.5/10

Continua a saga do Red Hat 8.0. Eu sou um gajo esquisito à brava com algumas coisas - especialmente a usabilidade, uma coisa que os Geeks modernos, apesar dos gigas e gigas de informação ergonómica (e, há que dizê-lo com frontalidade, de bom gosto) gerada pelos gajos da Apple e por luminárias como o Bruce Tognazzini, continuam a ignorar.

Não é só o cut and paste, ou a forma como as hotkeys são definidas, nem as seis variedades de drop boxes diferentes que encontro abrindo apenas três aplicações. É o facto de isto continuar a parecer um bocado remendado em geral.

Eu, que percebo (infelizmente talvez demais) de Wireless LANs e já me habituei (definitivamente demais) a configurar coisas à pata, não tive o mínimo problema em espetar uma carta wireless no laptop, editar um ficheiro e ter rede em 5 minutos:

[email protected] rcarmo$ cat /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0
  DEVICE=eth0
  ONBOOT=yes
  BOOTPROTO=dhcp
  MODE=Managed
  RATE=Auto
  KEY="moof"   # criatividade aplicada
  ESSID=MIMOSA # o leite dos campeões

Encontrem-me lá um painel para fazer isto no Red Hat 8.0, e dou-vos um doce. Ao menos o PPP já funciona decentemente, sem ser necessário quiromancia, pactos com o Demo ou um Geek de estimação. Ao menos (pasme-se) desta vez acertaram no driver da carta de rede, e o power management funciona bem.

Tempo necessário para configurar uma rede wireless no Windows XP: Zero a quinze zegundos, dependendo da vossa rede. Tempo necessário no Mac: dois minutos a apreciar o deslizar sensual das janelas e o ícone todo pipocas que nos diz que estamos ligados. Mas no Red Hat ficamos com a sensação que, apesar de terem arredondado as janelas, ainda há muita aresta para limar.

Pensem no Mac como uma esfera perfeita com uma base achatada para que o utilizador não a faça rolar para longe. A Microsoft, embora ainda tente imitar uma esfera inconscientemente, transformou o Windows numa espécie de bibelot corporativo: Um dodecaedro metálico, que até rola bem, mas só se lhe derem um valente impulso. De resto, até é sólido e razoavelmente adaptável.

Mas o Red Hat como desktop pessoal ainda parece um cubo com os cantos arredondados. É sólido, tem os cantos essenciais arredondados (vem com ferramentas básicas de Office, um browser excelente e, pasme-se, suporte integrado para o Palm), mas não rola.

E o mesmo princípio aplica-se a coisas banais como aceder a um drive de rede. Sim, basta pôr smb://server/share num campo de texto, mas enquanto o Mac consegue falar com tudo, o Red Hat continua a obrigar-nos a alterar os servidores Windows para aceitarem passwords em cleartext #ftnt_ref_1[1].

(Ao menos o Nautilius é muito mais eficiente que o Konqueror a passear pelos discos remotos)

Gerir fotografias é simples, mas a experiência no XP (com o excelente Picture Preview e suporte para thumbnails decentes) continua a ser melhor do que o Mac #ftnt_ref_2[2] ou o Red Hat.

O que estraga tudo, a meu ver, são as coisas muito, mas muito básicas que ainda não funcionam. Quer no Windows quer no Mac, há duas ou três formas de meter um MemoryStick na máquina: PCMCIA, leitores embutidos ou USB.

E, quer no Windows quer no Mac, os resultados são sempre os mesmos: Aparece mais um disco. No desktop ou no My Computer, dependendo da versão e do flavour, mas pura e simplesmente aparece.

Não é preciso editar ficheiros. Não é preciso sequer ir ver ao syslog como (ou, no pior dos casos, se) o dispositivo foi reconhecido. Não é preciso ler entranhas de animais, compilar oferendas ao Divino GNU ou (mesmo que até nos apetecesse) sacrificar um Geek no altar.

E o Mac OS X já é Unix, e há montanhas de formas de fazer isto num Linux "normal" que podiam ter sido incluídas.

De resto, a experiência para um utilizador "normal" recomenda-se. Encarem a coisa como ir a um restaurante étnico: Há coisas que têm um aspecto esquisito, sabem mais ou menos bem e temos dificuldade em nos lembrar dos nomes depois.

Desde que, claro, tenhamos a sorte de não apanhar um daqueles aperitivos intragáveis.


Gajos ainda mais esquisitos que eu:

The Parable of the Languages - o próximo Geek que me tentar "vender" a sua linguagem de programação favorita vai levar com este link. Horas e horas de divrersão garantida no Slashdot.

ROTFL! - não percam a paródia à sequência da baleia, indispensável para qualquer fâ do Hitch-Hiker's Guide To The Galaxy (Douglas Adams).


Nautilus e coisas afins

Começo a ficar sinceramente chateado com o facto de não poder pura e simplesmente ligar um dispositivo USB (storage - tenho imensos cartões flash e MemorySticks para organizar, bem como um disco USB de 120GB) e me aparecer um simples ícone no desktop.

Raios partam.

Já agora, resultados úteis da minha pesquisa:

Vou fazer isto no Mac.


#ftnt_1[1] - sim, eu até sei que se pode alterar isto, mas o que interessa é que já o devia fazer de base. #ftnt_2[2] - eu abomino o iPhoto para gestão de fotos porque não suporta as milhentas fotos que eu tenho num arquivo em rede e teima em fazer a organização dele. As pessoas normais adoram aquilo.